sábado, 23 de abril de 2011

Comunicação Visual

Somos expostos a estímulos visuais diariamente e interagimos consciente e inconscientemente com eles. Várias vezes somos impelidos a nos comunicar visualmente, mas para isso é necessário mais que o nosso gosto pessoal. Conhecer as técnicas da comunicação visual nos garante maior eficiência ao transmitir uma mensagem visual, seja ela qual for.
Existem dois tipos básicos de mensagens visuais:
Mensagem Visual Casual: é aquela que é percebida e assimilada imediatamente pelo cérebro através da visão. É a “primeira impressão” cuja interpretação é pessoal e influenciada pela cultura, valores, experiências de vida, limitações físicas entre outros.
Mensagem Visual Intencional: parte do princípio de transmitir uma mensagem direta e requer uma escolha consciente de elementos visuais e por isso não pode levar em conta somente o gosto pessoal, já que ele muitas vezes complica ou distorce a compreensão de uma mensagem visual.
Por isso é importante ter um conhecimento da linguagem visual, mesmo que não o utilizemos como ferramenta profissional, porque assim evitaremos transmitir uma ideia que não queríamos e teremos mais facilidade para “vender o peixe”, ou seja, vender nossa imagem, num currículo ou numa entrevista de emprego ou até mesmo nas páginas de um site ou blog.
 
Para transmitir uma mensagem visual eficientemente podemos comparar sua percepção geral com um iceberg. Apenas 1/8 está fora da água e é compreendida pela parte racional do cérebro enquanto os outros 7/8 são camadas inconscientes ligadas à emoção e impressões mais profundas. Conhecendo esse fato pode-se trabalhar para alcançaresses 7/8 por meio de elementos visuais específicos como cores que podem transmitir sentimentos, além de outros elementos que fazem parte dos significados subliminares de uma composição que alcança as pessoas de diferentes formas.
O Azul é mais tranquilo enquanto o Vermelho é mais impactante e agressivo. A escolha e a combinação das cores depende da intenção que você tem.

A visão humana evolui com o tempo e a cultura. As novas formas de ver o mundo evidenciam-se na linguagem visual. Quando vemos uma imagem imediatamente a comparamos com uma vasta quantidade de memórias que foram vividas e observadas de forma a criarmos um conceito. Um exemplo é quando observamos uma pessoa e a achamos bonita. Isso acontece porque uma operação mental complexa se inicia e fazendo comparações com experiências vividas e conceitos aprendidos e achamos tal pessoa bonita.
Para nossa cultura mulheres magras de estatura média-alta, pele lisa e cabelos sedosos é o padrão de beleza. Antigamente em algumas culturas o padrão de beleza era a mulher gorda que significava fartura (época em que o ser humano precisava caçar o alimento).
O significado das imagens varia de interpretações por causa do conjunto de fatores objetivos, aqueles que fazem parte da imagem, e subjetivos, que se fazem parte de cada pessoa. Uma imagem possui microssignificados em cada um de seus elementos que são agrupados pela mente humana e estimula a lembrança de experiências, a subjetividade, e geramos uma interpretação ou uma reação. Pode ser um desejo, um sonho, uma revolta com o padrão imposto pela sociedade, entre outras coisas.

Em 1912 Max Wertheimer escreveu um ensaio sobre o funcionamento da percepção humana que foi utilizado pela Gestalt, uma corrente da psicologia que surgiu nessa época que objetivava estudar a percepção humana. Essa corrente explicou que o olho humano tende a agrupar os elementos visuais em um todo reconhecido. Daí vem a ideia de que o todo é maior que a soma das partes, o que explica a ilusão de ótica e o porquê de vermos figuras que não existem, como desenhos nas nuvens. 
Primeiro nós tendemos a enxergar o todo e só depois analisamos os elementos individuais que fazem parte do conjunto. Depois de perceber as partes separamos o fundo da forma. Muitas vezes porém, o fundo pode virar figura e a figura, fundo. Outro aspecto relevante é a tendência em agrupar semelhantes. Conhecendo esses fatos fica fácil compreender porque composições alinhadas tendem a passar estabilidade e segurança.
No exemplo acima vemos um casal de velhos, porém ele não existe. A gravuras em conjunto é que dão essa impressão.
Já nessa imagem vemos dois círculos, embora eles não estejam traçados.

        A Inteligência Visual é a faculdade de compreender mensagens visuais. Não é inata, é aprendida pelo ser humano ao longo da vida e pode ser bem trabalhada a partir da análise consciente do que está a nossa volta. Para isso, no entanto, é importante conhecer cada elemento da imagem: ponto, linha, cor, forma, textura, etc. Além de estabelecer e compreender a harmonia entre eles. Verbalizar impressões e sensações causadas por imagens é um bom exercício de aprendizado.
Assim como aprendemos o alfabeto, para nos comunicar pela escrita, devemos aprender a linguagem visual, para que compreendamos porque preferimos certas imagens à outras, porque as cores passam mensagens tão diferentes, porque um simples alinhamento faz um trabalho amador parecer profissional, etc. Graças a Gestalt hoje sabemos as características que explicam o funcionamento da linguagem visual:
Ênfase: elegemos um elemento como sendo o mais importante e iniciamos a leitura a partir dele; 
Dinamismo: cada elemento produz uma tensão visual responsável pela sensação de movimento, estímulo visual e interesse;
Expressividade: passar a mensagem através dos sentimentos do autor, cada um transmite um mesmo tema de diferentes maneiras; 
Configuração: espaços positivos e negativos, margem, equilíbrio; 
Abstração: Representação em diversos graus com a realidade, imagens detalhistas são mais realistas enquanto aquelas menos detalhistas são mais abstratas (índice – fotografia, Ícone, Símbolo).

A melhor forma de aprender a criar uma composição visual é observar os detalhes, analisar minuciosamente tudo que está a nossa volta. Os trabalhos de grandes profissionais, as interferências, como por exemplo, as falhas na impressão de uma imagem, ver tudo com interesse. A memória tem importância crucial nesse aspecto. Dependendo da qualidade da observação que temos podemos lembrar claramente, ou não aquilo que foi registrado. Se não captarmos adequadamente aquilo que observamos, tenderemos a repetir fórmulas desgastadas de apresentação visual. A memória amplia nossa capacidade de sermos criativos.
Compreender o que vemos é a primeira coisa que deve se ter em mente ao trabalhar com a comunicação visual. Primeiro fazemos uma análise de todos os elementos, depois emitimos uma opinião. Fazendo isso estamos também trabalhando nossa observação, intuição, memória e cultura e as informações sobre o tema, essenciais para a análise e a síntese. Um exercício interessante é perceber sem o uso de aparelhos de medição a relação entre o tamanho e a proporção dos objetos em uma imagem para dar maior destaque ou alterar o sentido. Assim como o gosto, a ideia de proporção muda com o tempo.


Expressar-se visualmente é importante e faz parte da nossa vida. É algo tão essencial como respirar. Fazemos isso através das nossas expressões faciais, do desenho, da colagem, da fotografia, etc. Expressar-se visualmente é 1% inspiração e 99% transpiração. Criatividade exige esforço. Livrar-se de preconceitos, brincar mais e ter prazer em criar são necessidades.
Não adianta, por exemplo, criar um site “super-criativo”, “divertido”, “bonito”, “fashion”, “original”, cheio de truques tecnológicos se o usuário não consegue nem saber onde está, não consegue entender a proposta, a ideia, a mensagem. Isso define a ideia de comunicabilidade. Importante lembrar também que cada veículo de comunicação tem sua linguagem própria, entender suas diferenças é necessário para aproveitar seu potencial comunicativo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Universidade, Carreira e Futuro

Por Natasha Belus

Realização pessoal, dinheiro, status, cobrança da família, curiosidade e sede de conhecimento são alguns dos muitos motivos que levam os jovens a ingressarem em uma Universidade. Ensino Superior é praticamente uma exigência nos dias de hoje, então eles tem que tomar uma das mais importantes decisões de suas vidas. Inúmeras são as opções de cursos e, consequentemente, de carreiras. Será que todos conseguirão alcançar seus objetivos?
Na hora de traçar o futuro, é necessário ter em mente alguns aspectos relevantes como: habilidade e competências – avaliadas pelos vestibulares eles garantem se o futuro universitário está apto para fazer um trabalho bem feito e se tem o mínimo necessário para começar com o “pé direito”; O mercado de trabalho – qual o futuro da profissão, verificar se haverá ofertas de emprego daqui a cinco anos ou mais; Salário – afinal, o jovem terá que se sustentar ao acabar a faculdade, não poderá depender dos pais a vida inteira; Realização pessoal – ter certeza do que quer, mesmo que essa certeza não seja absoluta, e dedicar-se a exercer a profissão escolhida com afinco. Imaginar como sua vida poderá ser daqui a dez anos é um bom começo para traçar metas e trabalhar para alcançá-las. Não é qualquer Universidade que formará bons profissionais, o que não quer dizer, de maneira alguma, que o aluno de uma Universidade reconhecida não precise batalhar, já que o nome tem sempre um peso na hora da contratação.

Apesar disso “nem tudo são flores”. Depois de escolher o que se quer fazer e traçar as metas e objetivos, vem o desafio de ingressar na Universidade. No Brasil, o conhecimento é elitizado, como mostra R. Zilberman no livro A leitura e o ensino da literatura, ela explicita que somente aqueles que recebem uma educação de qualidade desde a infância tem, praticamente, a garantia de ingressar numa universidade, seja ela pública ou particular. Os “melhores” é que trabalham e estudam nelas, esses tem maiores chances de conseguir emprego assim que se formam, aqui são inclusos vários fatores como: o curso, a procura por profissionais, a qualificação exigida e o nome da Universidade. É uma competição acirrada que começa com o vestibular, depois pela vaga no mercado de trabalho e pelos ecursos de especialização, que cada vez mais são vistos como requisitos mínimos para os futuros profissionais: pós graduação, mestrados, doutorados, cursos técnicos, entre outros. Fato é que o bom profissional tem que superar seus limites e se renovar todos os dias, independentemente da profissão.
O caminho para se realizar um sonho, ou pelo menos para garantir o sustento e uma vida confortável é árduo, requer esforço e muita dedicação para superação de limites e desafios. Quem estiver preparado para dar tudo de si certamente terá sucesso na vida. É preciso ter sabedoria para escolher e muito “peito” para ultrapassar as dificuldades que aparecerão, porém, uma coisa é certa: no final valerá a pena!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Projeto de Vida

O Futuro não se resume à escolha da carreira ou ao sucesso profissional. Pensar em quem somos e no que queremos nos tornar faz parte do que chamamos de PROJETO DE VIDA.

O primeiro passo é o auto-conhecimento. Fazer uma análise do passado, enumerar as experiências, notar o que gostamos, o que queremos, nossos medos, nossas dificuldades e arrempendimentos, nossos sonhos, nossos gostos.Qualquer coisa que nos defina. A visão que os outros tem de nós e a nossa visão sobre nós mesmos.

Depois enumeramos nossos objetivos e sonhos, impondo metas para alcançá-los. E essas metas e objetivos devem abranger TODOS os aspectos da nossa vida, não só o profissional, mas também o das relações pessoais, o do compromisso para com o próximo, a religiosidade e a religião. Feito isso é hora de por a mão na massa.

Não adianta, as coisas não caem do céu. Deus dá OPORTUNIDADES para que alcancemos nossos objetivos, é nossa responsabilidade percebê-las e agarrá-las. Viver as vidas e ter coragem de encarar os desafios frente à frente. Ter foco é essencial.
Essa é a maneira de obter sucesso, de garantir um bom futuro, de escrever nossa história.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A Profissão Audiovisual

Foram vários os motivos que me levaram a decidir que quero ser uma profissional de audiovisual, mas não estou aqui para dissertar sobre eles e sim para explicar um pouco mais sobre essa carreira.
Quando você assiste a um filme, quando ouve o rádio, quando assistimos propagandas, novelas, seriados, entre outros, já parou para pensar quanta gente e quanta coisa está envolvida nesse processo? O programa que você assiste na televisão com aquele ator famoso não surgiu do nada. Ele foi pensado, planejado nos mínimos detalhes e executado por uma equipe enorme de profissionais que não aparecem na tela e cujos nomes passam tão rápido na hora dos créditos que a maioria não assiste. São diretores, produtores, operadores de câmera, assistentes de iluminação, editores de áudio, editores de vídeo, pessoal do figurino, da maquiagem entre outros, todos profissionais envolvidos na área do audiovisual. E aqui vão algumas informações para aqueles que querem saber do que se trata.

Saiba mais sobre a carreira e o curso de audiovisual
da Folha de S.Paulo


O curso
·  Duração: 4 anos
·  Algumas disciplinas: imagem, introdução à animação, história da audiovisual, direção, documentário, roteiro, som, montagem/edição, legislação


A carreira
·  O que pode ser feito: direção, roteiro, fotografia, sonorização, montagem e edição de filmes e vídeos. redação, produção e edição de programas de rádio e televisão.
·  Onde se pode trabalhar: emissoras abertas de rádio e televisão, produtoras de cinema e vídeo, produtoras de comerciais, produtora de vídeos institucionais, canais pagos de televisão, internet e universidade
·  Sites: www.radialistasp.org.br e www.abert.org.br

O curso de audiovisual é oferecido por universidades como uma das três vertentes da COMUNICAÇÃO SOCIAL: Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Audiovisual. Essa última é muitas vezes incorporada aos cursos de jornalismo e Publicidade como ferramenta, ou, no caso da UNB (Universidade de Brasília), é uma especialização à parte que permite o aluno se focalizar na área que quer atuar e sai formado em rádio, cinema e vídeo ou TV e vídeo.

Profissional de audiovisual faz produção para TV, rádio e cinema
ANDRÉ NICOLETTI
da Folha de S.Paulo
                Bem antes de os atores, os apresentadores e os demais famosos chegarem para as gravações de um filme ou de um programa de televisão e rádio, os produtores, diretores e outros profissionais de audiovisual já estão trabalhando. Os profissionais da área - que engloba rádio, televisão, cinema e vídeo - são responsáveis pela produção. Eles preparam os roteiros, definem os formatos (as características do programa), quantos técnicos (câmeras, eletricistas e outros) serão necessários, quais serão os atores e os convidados, coordenam as equipes de filmagem, determinam como será a iluminação, enfim, cuidam de todo o necessário para a produção.


                Marcar horário com bandas convidadas, providenciar o seu transporte e orientá-las eram algumas das ocupações de Fábio Serrão, 24, quando trabalhava como assistente de produção de um programa voltado a adolescentes na TV Cultura. Hoje, ele trabalha na produção do "Ilha Rá-Tim-Bum", na mesma emissora.


                "Não tenho muita rotina, o que é ótimo, mas há um pouco de pressão, pois, quando alguma coisa dá errado _se o convidado se atrasa ou se falta algo_, a culpa é do produtor", disse ele, que se formou em 2001.


                Captar e administrar o dinheiro de um programa ou de um filme também são atribuições dos diretores e dos produtores. Luiz Bolognesi, roteirista de "Bicho de Sete Cabeças", foi o responsável por levantar o dinheiro necessário para a produção do filme. "Tinha de administrar um orçamento de R$ 1,5 milhão, o que não é fácil nem prazeroso. O produtor de cinema dificilmente tem tempo de saborear o set de filmagem", disse ele.


Na opinião de Bolognesi, o cotidiano do roteirista é mais agradável que o do produtor. "Quando estou fazendo um roteiro, tenho de ficar com a cabeça mais livre, por isso vou caminhar, pesquisar em bibliotecas e ouvir música." Mas, segundo ele, dificilmente se pode atuar apenas na área, fazendo somente produções próprias.


                Bolognesi recomenda a quem quer trabalhar em cinema que procure estágios desde o início do curso, mesmo que seja para fazer trabalhos mais simples. "Começar por baixo é essencial para conhecer o ambiente e começar a fazer contatos", disse.



Espero ter ajudado alguém que queira saber um pouco mais sobre a carreira, eu adorei as ideia e decidi que é isso o que eu quero fazer. Existem ainda muitas web séries onde são descorbertos futuros diretores e profissionais de audiovisual além é claro de atores. Sites como o , sobretudo para produções nacionais, e o são exemplos de como isso está se tornando comum nas nossas vidas. E como sempre é bom testar as coisas antes me aventurei a fazer alguns trabalhos com edição de vídeos áudio e, é claro, fazendo os trabalhos da escola e então ai vai o endereço do meus canais do YouTube para quem quiser ver um pouco do meu trabalho: